domingo, 22 de julho de 2018

domingo, 24 de junho de 2018

Graus de Complexidade Textual



Classificação, gradação crescente e caracterização:


    Textos não complicados:
Textos desafiantes:

Textos complexos:


Relações:
básicas, evidentes;
por vezes implícitas;
subtis, enredadas, não evidentes;
Riqueza:
mínima, limitada;
moderada, maior pormenorização;
bastante significativa, altamente sofisticada;
Estrutura:
simples, convencional;
mais complicada;
elaborada, por
vezes não convencional;
Estilo:
simples, acessível;
mais rico, menos evidente;
frequentemente intrincado;
Vocabulário:

familiar;
algumas palavras difíceis,
contextualmente dependentes;
exigente, contextualmente dependente em elevado grau.
Intenção:
clara.
expressa com alguma subtileza.
implícita e
por vezes ambígua.



segunda-feira, 4 de junho de 2018

Comunidade de Leitores comemorativa do 2º aniversário da Biblioteca Municipal Ary dos Santos, com Sandro William Junqueira


Caros leitores desta Comunidade. A sessão especial da nossa Comunidade de Leitores é já dia 9 de junho, pelas 21H00, na Biblioteca Municipal Ary dos Santos. Não perca esta oportunidade de estar à conversa com Sandro William Junqueira. Quando as Girafas baixam o Pescoço, é o seu quarto romance e fala-nos da vida de  pessoas banais. Livro muito intenso e duro. Apareça porque vai valer a pena.








domingo, 27 de maio de 2018

“Alma cibernética”



O primeiro processador compunha frases simples, a partir de longas listas de substantivos, adjetivos, verbos e complementos. Os seguintes geravam conjugações mais complexas. Por fim, o inventor publicou um livro de poemas.
A crítica elogiou-lhe as sonoridades e a profundidade de algumas reflexões.

domingo, 29 de abril de 2018

Funções da Literatura


1) Função lúdica: forma de brinquedo, diversão, entretenimento, jogo, despertar de emoções agradáveis, distração, sem qualquer finalidade prática e utilitária.
2) Função pragmática ou social: é uma função ética, utilitária e prática porque é a função do engajamento, da denúncia, da crítica. É a literatura compromisso ― arte como meio de consciencialização. Tem como objetivos: convencer, atrair adeptos, ensinar e esclarecer, difundir valores.
3) Função sincrónica ou sintonizada: através da Literatura restauramos emocionalmente o passado. Nesse sentido, cada leitor é um recriador de emoções.
4) Função cognitiva: é a função do reconhecimento. A Literatura funciona como elemento revelador da verdade oculta sob as aparências. É também a função da descoberta. Esta função está centrada no conteúdo transmitido.
5) Função catártica ou purificadora: catarse significa alívio de tensões, desabafo. A catarse é purificadora. Essa função tem uma longa tradição ― já era apontada na Poética de Aristóteles (século IV a. C.). Tem como objetivos: a compensação, a terapêutica e a transposição da personalidade.
6) Função perenizadora: a Literatura é a ânsia de imortalidade, é o desejo de sobreviver ao tempo, perenizar-se, eternizar-se. É o desejo de todo o ser humano de extrapolar o limite espaço-temporal. O objetivo desta função da Literatura e das artes em geral é o desejo de reconhecimento.
7) Função profética: na busca de mundos imaginários, o escritor, muitas vezes prediz o futuro com precisão quase absoluta. Não é à toa que chamamos ao poeta “vate”, que significa “cognato do vaticínio” na predição (previsão do futuro).
8) Função de “arte pela arte” (parnasianos): é um fim em si mesma; é o alheamento dos problemas sociais. É a arte literária que existe apenas e tão somente em função da busca da beleza, é o isolamento para um trabalho meticuloso, sem emotividade. Busca da forma perfeita: versos perfeitos, rimas perfeitas, estrofes simétricas, palavras raras.
9) Função de fuga da realidade, do escapismo ou da evasão: a Literatura funcionaria como um elemento de evasão do “eu”, permitindo-lhe a fuga à realidade concreta que o cerca. Pode ser construtiva ou destrutiva.
* * *
Fonte: NightFoka’s Produções (www.nightfoka.cjb.net), 1999.


sábado, 21 de abril de 2018




Bolinhos Prianik


Samovar

História gastronómica
O Prianik é um bolinho de gengibre e mel geralmente servido com o chá na Rússia. Os mais simples são idênticos a cookies mas mais grossos e cobertos por açúcar em pó. Já as opções mais elaboradas, como o famoso prianik da cidade de Tula, a 200 km de Moscovo, são como fatias de pão de forma, marcados com uma prensa de madeira que produz desenhos sobre sua superfície. Podem ver aqui como se utiliza esse método: Vídeo 

Foi só no século passado que os bolinhos prianik passaram a ser consumidos como acompanhamento para o chá. Nos tempos antigos, eles eram  indispensáveis em qualquer ocasião festiva, sendo consumidos em datas especiais como nascimentos, feriados e casamentos. Tradicionalmente, os recém-casados levavam um prianik aos pais da noiva dias depois do casamento. A popularidade dos prianik era tanta que  geraram uma nova profissão: o prianichnik  que era um tipo de artesão respeitado que passava as receitas secretas da família de geração para geração. 
Por razões desconhecidas, a cidade de Tula tornou-se a capital russa do prianik. 
Ali, nos séculos XVII e XVIII, os melhores prianichnik levaram a arte de preparar o prianik ao seu apogeu, criando versões em todos os formatos imagináveis.
O famoso museu Túlski Prianik ainda permanece em Tula até os dias de hoje - assim como o museu do samovar, artigo indispensável para o chá russo nos tempos antigos.
Mas vamos ao que interessa mesmo... a receita:

 Ingredientes
  • 175g de chocolate amargo
  • 75g de manteiga
  • 120g de açúcar
  • 220g de farinha 
  • 2 ovos
  • 2 colheres de sopa de cacau em pó
  • 2 colheres de sobremesa de gengibre em pó
  • 2 colheres de sobremesa de canela
  • noz moscada a gosto
  • 2 colheres de sopa de açúcar em pó
  • ½ colher de sopa de fermento
  • Pitada de sal
  • Preparação:
  • 1. Corte o chocolate em pedaços e derreta-o com manteiga em temperatura média; em seguida, deixe arrefecer por alguns minutos.
  • 2. Bata os ovos com o açúcar em uma tigela separada.
  • 3. Misture todos os ingredientes secos, mexendo bem.
  • 4. Despeje o chocolate derretido sobre a mistura de ovo. Mexa antes de adicionar os ingredientes secos em pequenas porções.
  • 5. Misture a massa até ficar homogénea e, em seguida, leve-a ao frigorífico por 2 horas.
  • 6. Faça bolas de 2,5 cm de diâmetro com a massa.
  • 7. Passe as bolas no açúcar de em pó e distribua-as nu tabuleiro forrado com papel manteiga no fundo, deixando espaço entre elas.
  • 8. Pressione com cuidado cada uma das bolas para que fiquem levemente achatadaas.
  • 9. Leve ao forno a 165ºC por 10 minutos.
  • Tradicionalmente este bolinhos servem-se com chá, mas sintam-se livres de os servir com uma boa Vodka... 
  • Bom apetite.