sexta-feira, 13 de abril de 2018
I G N O R Â N C I A : : :: O princípio do Mundo em Sacavém e o Biblio-meretrí...
A ler:
O testemunho do escritor Pedro Guilherme-Moreira sobre o II Encontro de Comunidades de Leitores.
I G N O R Â N C I A : : :: O princípio do Mundo em Sacavém e o Biblio-meretrí...: Primeiro vem o meu prazer de forasteiro. Lisboetas casmurros para quem Sacavém é e será sempre subúrbio em contraste com sacavenenses or...
terça-feira, 3 de abril de 2018
2º Encontro Nacional de Comunidades de Leitores de Bibliotecas Públicas, em Sacavém
2º Encontro Nacional de Comunidades de Leitores de Bibliotecas Públicas,
23 e 24 de março de 2018, Sacavém
O átrio da Biblioteca Municipal Ary dos Santos encheu para ouvir o escritor Gonçalo M. Tavares, convidado para a sessão especial da Comunidade de Leitores, integrada neste 2º Encontro Nacional.
A obra literária, previamente lida por muitos que marcaram presença nesta sessão, Uma Menina está perdida no seu século à procura do pai, foi a escolhida para a nossa conversa. Esta sessão aberta a todos os que quiseram participar, contou com leitores da Comunidade de Leitores de Loures e de outras comunidades que quiseram participar na conversa, como foram os casos da Comunidade de Leitores da Sertã, da Figueira da Foz, Sines, Montemor-o-Novo, Almada e Lisboa.
Questionado sobre se precisa da realidade para ser escritor, Gonçalo referiu que se refugia no seu quarto ou no seu "bunker", como refere, durante quatro horas por dia, para ler ou escrever, mas que precisa da realidade para ser escritor. Gosta de caminhar pela cidade e ver pessoas. Falou sobre a sua experiência e relação com pessoas com Síndrome de Down denominado trissomia 21, que considera pessoas bastante afetuosas e especiais. Da magnífica experiência de participar, através do seu envolvimento no projeto Crinabel Teatro, que levou à cena uma peça de teatro a partir desta sua obra. Uma das experiências mais incríveis na sua vida.
Falou de Hanna, sem h, a personagem principal deste romance do autor, uma menina com Síndrome de Down e que está perdida e é encontrada pelo Marius, outro personagem, de quem pouco se sabe. Hanna é uma menina afetuosa, e no livro, tem esse poder de humanizar outros personagens.
Falou-nos de filosofia e de como vivemos a como se fossemos imortais. A falta de consciência da nossa finitude, faz com que desperdicemos momentos das nossas vidas. Deixa o alerta para que pensemos nisso.
O livro fala da Segunda-Guerra Mundial, mas fala sobretudo de pessoas e da sua procura constante pelas suas identidades. Como somos e o que fazemos aqui ou andaremos todos perdidos. Um livro que sugere muitas reflexões sobre a nossa existência.
Gonçalo M. Tavares reflete sobre muitos assuntos das sociedades , de temas sensíveis, como a deficiência mental, dos filhos que procuram pais, perdidos por circunstâncias da vida, assuntos que de uma ou de outra maneira nos toca.
A conversa foi fluída e agradável entre os leitores que quiseram participar e colocar questões ao escritor ou simplesmente dizer-lhe que o assunto da trissomia 21 lhes toca pessoalmente.
De uma maneira ou de outra Gonçalo M. Tavares tocou-nos a todos pelo seu pensamento, afeto e pela boa disposição.
No dia 24 de março, no Museu de Cerâmica de Sacavém, o sr. Vice-Presidente e Vereador da Cultura Paulo Piteira abriu oficialmente o 2º Encontro Nacional, fazendo questão de recordar que a Comunidade de Leitores das Bibliotecas Municipais do concelho de Loures "tem realizado um trabalho continuado e consistente de incentivo à leitura no Município" contando já com vários anos de existência e um conjunto de participantes regulares. Referiu ainda que "a exploração conjunta de um texto literário constitui uma experiência única e enriquecedora, que nos ajuda a compreender melhor uma obra e a multiplicidade de visões que é possível estabelecer sobre a mesma. Estes grupos, muitas vezes informais, são um instrumento com grande potencial para a promoção de hábitos de leitura, num país, onde, infelizmente, esses hábitos são ainda escassos".
O primeiro painel, moderado pela leitora Ana Maria Ribeiro, contou com as comunicações das comunidades de leitores de Loures e da Maia, que falaram das suas experiências e da importância das Autarquias apoiarem estes projetos ligados ao livro e à leitura.
No segundo painel, as comunicações foram da responsabilidade dos moderadores das comunidades de leitores de Beja e de Almada, moderada pela Luísa Correia, outra das leitoras da comunidade de Loures.
Seguiu-se um belíssimo momento cultural com a dançarina indiana Lajja Sambhavnath, do Templo Radha Krishna que dançou uma dança típica da Índia - Katak - que no seu país significa "contadora de histórias". Ainda houve tempo para uma visita guiada ao Museu de Cerâmica de Sacavém
Da parte da tarde o Encontro prosseguiu na Biblioteca Municipal Ary dos Santos, com visita livre. Os trabalhos recomeçaram com as comunidades de leitores de Sines e de Montemor-o-Novo, painel moderado pelo leitor Carlos Rio Santos.
O último painel contou com os escritores, João Tordo, Pedro Guilherme-Pereira e Isabel Maia, para abordarem o tema deste Encontro "Literatura ou Realidade", a partir das suas experiências enquanto escritores e de como a realidade se interliga com a literatura. O ambiente foi sempre de boa disposição, entre os escritores que contaram histórias, algumas deliciosas.
As "mulheres, trabalhadoras, leitoras" da Comunidade de Leitores apresentaram leituras encenadas, a partir de algumas das obras literárias dos autores presentes, que constituiu uma brincadeira literária.
Dando continuidade a este projeto da Rede Nacional de Comunidades de Leitores, a organização do 3º Encontro Nacional de Comunidades de Leitores de Bibliotecas Públicas será da responsabilidade da Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal de Sines, em 2020.
Fotos: cedidas pela CMLoures e pelo Luis e Isabel da Comunidade de Leitores da Figueira da Foz.
23 e 24 de março de 2018, Sacavém
O átrio da Biblioteca Municipal Ary dos Santos encheu para ouvir o escritor Gonçalo M. Tavares, convidado para a sessão especial da Comunidade de Leitores, integrada neste 2º Encontro Nacional.
A obra literária, previamente lida por muitos que marcaram presença nesta sessão, Uma Menina está perdida no seu século à procura do pai, foi a escolhida para a nossa conversa. Esta sessão aberta a todos os que quiseram participar, contou com leitores da Comunidade de Leitores de Loures e de outras comunidades que quiseram participar na conversa, como foram os casos da Comunidade de Leitores da Sertã, da Figueira da Foz, Sines, Montemor-o-Novo, Almada e Lisboa.
Questionado sobre se precisa da realidade para ser escritor, Gonçalo referiu que se refugia no seu quarto ou no seu "bunker", como refere, durante quatro horas por dia, para ler ou escrever, mas que precisa da realidade para ser escritor. Gosta de caminhar pela cidade e ver pessoas. Falou sobre a sua experiência e relação com pessoas com Síndrome de Down denominado trissomia 21, que considera pessoas bastante afetuosas e especiais. Da magnífica experiência de participar, através do seu envolvimento no projeto Crinabel Teatro, que levou à cena uma peça de teatro a partir desta sua obra. Uma das experiências mais incríveis na sua vida.
Falou de Hanna, sem h, a personagem principal deste romance do autor, uma menina com Síndrome de Down e que está perdida e é encontrada pelo Marius, outro personagem, de quem pouco se sabe. Hanna é uma menina afetuosa, e no livro, tem esse poder de humanizar outros personagens.
Falou-nos de filosofia e de como vivemos a como se fossemos imortais. A falta de consciência da nossa finitude, faz com que desperdicemos momentos das nossas vidas. Deixa o alerta para que pensemos nisso.
O livro fala da Segunda-Guerra Mundial, mas fala sobretudo de pessoas e da sua procura constante pelas suas identidades. Como somos e o que fazemos aqui ou andaremos todos perdidos. Um livro que sugere muitas reflexões sobre a nossa existência.
Gonçalo M. Tavares reflete sobre muitos assuntos das sociedades , de temas sensíveis, como a deficiência mental, dos filhos que procuram pais, perdidos por circunstâncias da vida, assuntos que de uma ou de outra maneira nos toca.
A conversa foi fluída e agradável entre os leitores que quiseram participar e colocar questões ao escritor ou simplesmente dizer-lhe que o assunto da trissomia 21 lhes toca pessoalmente.
De uma maneira ou de outra Gonçalo M. Tavares tocou-nos a todos pelo seu pensamento, afeto e pela boa disposição.
No dia 24 de março, no Museu de Cerâmica de Sacavém, o sr. Vice-Presidente e Vereador da Cultura Paulo Piteira abriu oficialmente o 2º Encontro Nacional, fazendo questão de recordar que a Comunidade de Leitores das Bibliotecas Municipais do concelho de Loures "tem realizado um trabalho continuado e consistente de incentivo à leitura no Município" contando já com vários anos de existência e um conjunto de participantes regulares. Referiu ainda que "a exploração conjunta de um texto literário constitui uma experiência única e enriquecedora, que nos ajuda a compreender melhor uma obra e a multiplicidade de visões que é possível estabelecer sobre a mesma. Estes grupos, muitas vezes informais, são um instrumento com grande potencial para a promoção de hábitos de leitura, num país, onde, infelizmente, esses hábitos são ainda escassos".
No segundo painel, as comunicações foram da responsabilidade dos moderadores das comunidades de leitores de Beja e de Almada, moderada pela Luísa Correia, outra das leitoras da comunidade de Loures.
Seguiu-se um belíssimo momento cultural com a dançarina indiana Lajja Sambhavnath, do Templo Radha Krishna que dançou uma dança típica da Índia - Katak - que no seu país significa "contadora de histórias". Ainda houve tempo para uma visita guiada ao Museu de Cerâmica de Sacavém
Da parte da tarde o Encontro prosseguiu na Biblioteca Municipal Ary dos Santos, com visita livre. Os trabalhos recomeçaram com as comunidades de leitores de Sines e de Montemor-o-Novo, painel moderado pelo leitor Carlos Rio Santos.
O último painel contou com os escritores, João Tordo, Pedro Guilherme-Pereira e Isabel Maia, para abordarem o tema deste Encontro "Literatura ou Realidade", a partir das suas experiências enquanto escritores e de como a realidade se interliga com a literatura. O ambiente foi sempre de boa disposição, entre os escritores que contaram histórias, algumas deliciosas.
As "mulheres, trabalhadoras, leitoras" da Comunidade de Leitores apresentaram leituras encenadas, a partir de algumas das obras literárias dos autores presentes, que constituiu uma brincadeira literária.
Dando continuidade a este projeto da Rede Nacional de Comunidades de Leitores, a organização do 3º Encontro Nacional de Comunidades de Leitores de Bibliotecas Públicas será da responsabilidade da Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal de Sines, em 2020.
Fotos: cedidas pela CMLoures e pelo Luis e Isabel da Comunidade de Leitores da Figueira da Foz.
domingo, 1 de abril de 2018
Duplicador
Na
casa da aldeia havia uma máquina de escrever antiga, com uma fita de
duas cores. Quis testar a velharia e tentei um microconto. As letras metálicas batiam na
união das cores. No papel, consegui ler uma história na metade
preta de cima e outra na metade vermelha de baixo. Complementares.
quarta-feira, 21 de março de 2018
Dia Mundial da Poesia
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
quinta-feira, 15 de março de 2018
quarta-feira, 14 de março de 2018
Vamos estar à conversa com o escritor Gonçalo M. Tavares.
O início do 2º Encontro Nacional de Comunidades de Leitores de Bibliotecas Públicas está previsto para dia 23 de março, às 21:30, na Biblioteca Municipal Ary dos Santos, em Sacavém e tem entrada livre.
Vamos estar à conversa com o escritor Gonçalo M. Tavares,
a propósito do seu livro "Uma menina está perdida no seu século à procura
do pai". Livro inteligente que nos
desperta para a diferença. Não somos só diferentes por deficiência mental como
a de Hanna, somos diferentes porque únicos, mas temos de ter a capacidade de
ouvir os outros, de dar a mão, como Marius faz. A importância da memória de
acontecimentos passados que faz de nós, quem somos e a importância da liberdade
para sermos quem queremos ser. Gostei muito do romance. No final perdi-me um
pouco, talvez seja esse o desejo do autor, que nos percamos como os seus
personagens principais, para podermos reflectir sobre quem somos e o que
fazemos na nossa vida.
Maria Rijo
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