terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Detectives à noite - Vamos desvendar crimes!






As Bibliotecas Municipais de Loures vão dar início a mais uma série da Comunidade de Leitores, desta vez a decorrer em Sacavém e em Loures.

A primeira sessão é já dia 15 de dezembro, na Biblioteca Municipal Ary dos Santos, em Sacavém. O tema é aliciante: grandes obras da literatura policial.


A participação requer inscrição prévia, para os contactos indicados no cartaz.

sábado, 29 de outubro de 2016

Loures esteve presente no 1º Encontro de Comunidades de Leitores de Bibliotecas Públicas






A nossa Comunidade de Leitores esteve presente neste Encontro Nacional e apresentou uma comunicação escrita com apresentação de PowerPoint. Falámos dos nossos serões literários - dos livros, de nós, das pessoas que já passaram por lá e sobretudo do bem que estes encontros nos fazem. A experiência foi muito interessante porque para além do convívio entre os nossos leitores (de Loures fomos 7), partilhámos as nossas experiências e vivências com  leitores de outras Comunidades de Leitores do País, desde o Alentejo ao Minho. Muito bom.
Fomos muito bem recebidos pela Comunidade de Leitores da Maia que estão de parabéns pela organização deste evento.
Para quem não pode participar neste 1º Encontro, adiantamos em primeira mão, que haverá um segundo Encontro de Comunidades de Leitores.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Do Blog Horas Extraordinárias


Ler em grupo

Maria do Rosário Pedreira


Às vezes fico estupefacta com o facto de duas pessoas jantarem juntas ao meu lado e não trocarem uma palavra durante toda a refeição, mas não pararem de fotografar os pratos e de os divulgar no Facebook para os «amigos» saberem onde e o quê estão a comer. Tenho a sensação de que nunca estivemos tão perto de toda a gente (a Internet ajudou) e tão – apesar disso – sozinhos. Leio, porém, uma notícia em sentido contrário, de que os clubes de leitura e as comunidades de leitores nunca foram tão numerosos em todo o mundo e que só nos Estados Unidos se estima em cinco milhões o número dos que fazem parte de uma ou mais destas «agremiações». Em Portugal elas também são bastante populares – cada vez mais – e algumas contam já com orientadores experimentados e participantes fiéis e têm até temas específicos que são tratados através de obras literárias ao longo de um ano ou de um semestre. Porque será então que as pessoas jantam sozinhas estando acompanhadas, mas gostam de ler em grupo quando a leitura é uma actividade que implica solidão, silêncio, concentração, recato? Pois não sei. Tenho ideia de que muita gente detesta ir ao cinema sozinha por não ter com quem comentar o filme no final; e, se calhar, também sente falta de ter com quem discutir os livros que adorou ler. Será?

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Deite os seus filhos lendo um livro, não vendo televisão



“As crianças  transformam-se em grandes leitores no colo dos seus pais, por isso, não duvide em ser o melhor exemplo, deixe que vejam você mergulhar em um mar de letras para que elas nadem em um mar de sonhos…” Ler mais

quinta-feira, 16 de junho de 2016

terça-feira, 26 de abril de 2016

Mário de Sá-Carneiro (1890–1916) – Biografia


Escritor português, natural de Lisboa. A mãe morreu quando Sá-Carneiro tinha apenas dois anos e, em 1894, o pai iniciou uma vida de viagens, deixando o filho com os avós e uma ama na Quinta da Vitória, em Camarate. Em 1900, entrou no liceu do Carmo, começando, então, a escrever poesia. Entretanto, o pai, de regresso dos Estados Unidos, levou-o a visitar Paris, a Suíça e a Itália. Em 1905 redigiu e imprimiu O Chinó, jornal satírico da vida escolar, que o pai o impediu de continuar, por considerar a publicação demasiado satírica. Em 1907 participou, como ator, numa récita a favor das vítimas do incêndio da Madalena, e no ano seguinte colaborou, com pequenos contos, na revista Azulejos. Transferido, em 1909, para o Liceu Camões, escreveu, em colaboração com Thomaz Cabreira Júnior (que viria a suicidar-se no ano seguinte), a peça Amizade. Impressionado com a morte do amigo, dedicou-lhe o poema A Um Suicida, 1911.
Matriculou-se na Faculdade de Direito de Coimbra em 1911, mas não chegou sequer a concluir o ano. Iniciou, entretanto, a sua amizade com Fernando Pessoa e seguiu para Paris, com o objetivo de estudar Direito na Sorbonne. Na capital francesa dedicou-se sobretudo à vida de boémia dos cafés e salas de espetáculo, onde conviveu com Santa-Rita Pintor e escreveu, de parceria com António Ponce de Leão, em 1913, a peça Alma. Em 1914, publicou A Confissão de Lúcio (novela) e Dispersão (poesia). No ano seguinte, durante uma passagem por Lisboa, começou, conjuntamente com os seus amigos, em especial Fernando Pessoa, a projetar a revista literária que se viria a publicar com o nome de Orpheu. Nesse mesmo ano, o pai partiu para a então cidade de Lourenço Marques e Sá-Carneiro voltou para Paris, regressando novamente a Portugal, com passagem por Barcelona, após a declaração da guerra.
Depois de algum tempo passado na Quinta da Vitória, voltou a Lisboa, onde conviveu com outros literatos nos cafés, alguns dos quais membros do grupo ligado à revista Orpheu, cujo primeiro número, saído em Abril de 1915 e imediatamente esgotado, provocou enorme escândalo no meio cultural português. No final do mesmo mês, publicou Céu em Fogo. Em Julho desse ano saiu o Orpheu 2 e, pouco depois, Sá-Carneiro regressou a Paris, de onde escreveu a Fernando Pessoa comunicando a decisão do pai de não subsidiar o número 3 da revista. Agravaram-se, por esta altura, as crises sentimentais e financeiras do poeta (já por várias vezes tinha escrito a Fernando Pessoa comunicando o seu suicídio). Sá-Carneiro suicidou-se, com vários frascos de estricnina, a 26 de Abril de 1916, num hotel de Paris, suicídio esse

MANUCURE — de MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

Na sensação de estar polindo as minhas unhas,
Súbita sensação inexplicável de ternura,
Todo me incluo em mim – piedosamente.
Entanto eis-me sozinho no café:
De manhã, como sempre, em bocejos amarelos.
De volta, as mesas apenas – ingratas
E duras, esquinadas na sua desgraciosidade
Boçal, quadrangular e livre-pensadora…
Fora: dia de maio em luz
E sol – dia brutal, provinciano e democrático
Que os meus olhos delicados, refinados, esguios e citadinos
Não podem tolerar – e apenas forçados
Suportam em náuseas. Toda a minha sensibilidade
Se ofende com este dia que há de ter cantores
Entre os amigos com quem ando às vezes –
Trigueiros, naturais, de bigodes fartos –
Que escrevem, mas têm partido político
E assistem a congressos republicanos,
Vão às mulheres, gostam de vinho tinto,
De peros ou de sardinhas fritas…