“As
crianças transformam-se em grandes leitores no colo dos seus pais, por
isso, não duvide em ser o melhor exemplo, deixe que vejam você mergulhar em um
mar de letras para que elas nadem em um mar de sonhos…” Ler mais
quarta-feira, 20 de julho de 2016
quinta-feira, 16 de junho de 2016
terça-feira, 26 de abril de 2016
Mário de Sá-Carneiro (1890–1916) – Biografia
Escritor
português, natural de Lisboa. A mãe morreu quando Sá-Carneiro
tinha apenas dois anos e, em 1894, o pai iniciou uma vida de viagens,
deixando o filho com os avós e uma ama na Quinta da Vitória, em
Camarate. Em 1900, entrou no liceu do Carmo, começando, então, a
escrever poesia. Entretanto, o pai, de regresso dos Estados Unidos,
levou-o a visitar Paris, a Suíça e a Itália. Em 1905 redigiu e
imprimiu O Chinó, jornal satírico da vida escolar, que o pai o
impediu de continuar, por considerar a publicação demasiado
satírica. Em 1907 participou, como ator, numa récita a favor das
vítimas do incêndio da Madalena, e no ano seguinte colaborou, com
pequenos contos, na revista Azulejos. Transferido, em 1909, para o
Liceu Camões, escreveu, em colaboração com Thomaz Cabreira Júnior
(que viria a suicidar-se no ano seguinte), a peça Amizade.
Impressionado com a morte do amigo, dedicou-lhe o poema A Um Suicida,
1911.
Matriculou-se
na Faculdade de Direito de Coimbra em 1911, mas não chegou sequer a
concluir o ano. Iniciou, entretanto, a sua amizade com Fernando
Pessoa e seguiu para Paris, com o objetivo de estudar Direito na
Sorbonne. Na capital francesa dedicou-se sobretudo à vida de boémia
dos cafés e salas de espetáculo, onde conviveu com Santa-Rita
Pintor e escreveu, de parceria com António Ponce de Leão, em 1913,
a peça Alma. Em 1914, publicou A Confissão de Lúcio (novela) e
Dispersão (poesia). No ano seguinte, durante uma passagem por
Lisboa, começou, conjuntamente com os seus amigos, em especial
Fernando Pessoa, a projetar a revista literária que se viria a
publicar com o nome de Orpheu. Nesse mesmo ano, o pai partiu para a
então cidade de Lourenço Marques e Sá-Carneiro voltou para Paris,
regressando novamente a Portugal, com passagem por Barcelona, após a
declaração da guerra.
Depois
de algum tempo passado na Quinta da Vitória, voltou a Lisboa, onde
conviveu com outros literatos nos cafés, alguns dos quais membros do
grupo ligado à revista Orpheu, cujo primeiro número, saído em
Abril de 1915 e imediatamente esgotado, provocou enorme escândalo no
meio cultural português. No final do mesmo mês, publicou Céu em
Fogo. Em Julho desse ano saiu o Orpheu 2 e, pouco depois, Sá-Carneiro
regressou a Paris, de onde escreveu a Fernando Pessoa comunicando a
decisão do pai de não subsidiar o número 3 da revista.
Agravaram-se, por esta altura, as crises sentimentais e financeiras
do poeta (já por várias vezes tinha escrito a Fernando Pessoa
comunicando o seu suicídio). Sá-Carneiro suicidou-se, com vários
frascos de estricnina, a 26 de Abril de 1916, num hotel de Paris,
suicídio esse
MANUCURE — de MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO
Na
sensação de estar polindo as minhas unhas,
Súbita sensação inexplicável de ternura,
Todo me incluo em mim – piedosamente.
Entanto eis-me sozinho no café:
De manhã, como sempre, em bocejos amarelos.
De volta, as mesas apenas – ingratas
E duras, esquinadas na sua desgraciosidade
Boçal, quadrangular e livre-pensadora…
Fora: dia de maio em luz
E sol – dia brutal, provinciano e democrático
Que os meus olhos delicados, refinados, esguios e citadinos
Não podem tolerar – e apenas forçados
Suportam em náuseas. Toda a minha sensibilidade
Se ofende com este dia que há de ter cantores
Entre os amigos com quem ando às vezes –
Trigueiros, naturais, de bigodes fartos –
Que escrevem, mas têm partido político
E assistem a congressos republicanos,
Vão às mulheres, gostam de vinho tinto,
De peros ou de sardinhas fritas…
Súbita sensação inexplicável de ternura,
Todo me incluo em mim – piedosamente.
Entanto eis-me sozinho no café:
De manhã, como sempre, em bocejos amarelos.
De volta, as mesas apenas – ingratas
E duras, esquinadas na sua desgraciosidade
Boçal, quadrangular e livre-pensadora…
Fora: dia de maio em luz
E sol – dia brutal, provinciano e democrático
Que os meus olhos delicados, refinados, esguios e citadinos
Não podem tolerar – e apenas forçados
Suportam em náuseas. Toda a minha sensibilidade
Se ofende com este dia que há de ter cantores
Entre os amigos com quem ando às vezes –
Trigueiros, naturais, de bigodes fartos –
Que escrevem, mas têm partido político
E assistem a congressos republicanos,
Vão às mulheres, gostam de vinho tinto,
De peros ou de sardinhas fritas…
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Do Blogue Horas Extraordinárias
Mini-bibliotecária
Maria do Rosário Pedreira
Nestes tempos tão escuros para o mundo, em que todos os dias nos chegam notícias de atrocidades, violência, atentados, desrespeito e intolerância, sabe bem ler que ainda há quem nos faça ter esperança no futuro, sobretudo em locais onde o bem-estar não é, de modo nenhum, evidente. Muskaan Ahirwar, uma menina indiana de nove anos a frequentar a terceira classe, decidiu criar uma biblioteca à sua porta, num bairro pobre, para os meninos que não têm livros. Todos os dias, depois das aulas, chega a casa e monta a sua biblioteca, colocando os livros – que já são mais de cem – numa espécie de estendal. Empresta-os aos que vêm dos bairros de lata ainda mais degradados do que o seu e já sabem ler, mas também lê alto para os mais pequeninos, a quem, de resto, explica com paciência como ler faz com que se viaje sem sair do sítio. A operação tem sido de tal modo bem-sucedida que o Estado da Índia resolveu certificá-la como bibliotecária, concedendo-lhe um diploma atestando as suas capacidades para a função e declarando que a sua biblioteca tem o apoio do sector oficial da educação. Nesse documento, lê-se ainda que ser amigo dos livros é ser amigo do mundo e que ler é também conhecer outros mundos. Um exemplo bonito de que deixo aqui uma imagem inspiradora.
terça-feira, 5 de abril de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
Hoje é dia de poesia - 21 de março
Aqui vos deixo uma preciosidade....Natália Correia, Amália Rodrigues e Ary dos Santos.
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