terça-feira, 5 de abril de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
Hoje é dia de poesia - 21 de março
Aqui vos deixo uma preciosidade....Natália Correia, Amália Rodrigues e Ary dos Santos.
sábado, 19 de março de 2016
Está a chegar… 21 de Março: Dia Mundial da Poesia
pergunto se posso dizer o teu nome a uma flor
flor o teu nome sussurrado pétala a pétala
letra a letra uma flor desfolhada na terra
[José
Luís Peixoto]
[A Criança em Ruínas, Poesia]
Para esse dia (e não só), alguns
programas:
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Morreu
sexta feira dia 18.02.2016 Umberto Eco.
Para a
literatura, para nós leitores, esta ocasião significa a perda de um escritor de
talento, culto e influente a nível
académico.
A ultima
obra que li dele, no verão passado e em férias no Douro, foi Numero Zero e gostei bastante porque me
despertou para mundos obscuros do jornalismo e da escrita, dirigida para e por
poderes de grande influência na sociedade contemporânea. Aborda cruamente como
se gerem as inverdades, se transformam mentiras em quase verdades e como se
lançam estratégicamente notícias no mercado – o seu e o seu contrario.
A narrativa
do romance não é fácil, mas é extremamente rica em tópicos que se tocam,
incluindo mitos históricos, internet e terrorismo. Deixo esta sugestão de leitura já com varias edições, em Portugal. Acompanhou-me no meu descanso com a família e foi uma
leitura “reveladora”.
Um abraço
aos amigos leitores.
Cristina
Costa
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Do Blogue Horas Extraordinárias
publicado por Maria do Rosário Pedreira, às 09:22
Li num jornal de Barcelona uma notícia muito bonita, até porque em Portugal já não é fácil encontrar livrarias em que os clientes consigam estabelecer com os livreiros relações de grande proximidade (há-as, evidentemente, mas sobretudo longe dos grandes centros). Xavier Vidal, o proprietário da livraria Nollegiu, aberta há pouco mais de dois anos em Barcelona, conseguiu num domingo de manhã uma verdadeira proeza, quase uma utopia: a de juntar mais de uma centena de clientes que, por amor aos livros, o ajudaram a fazer a mudança para outro local. Não em carros, nem sequer transportando caixotes; mas colocando-se ao longo do caminho que une as duas lojas, a antiga e a nova, numa autêntica cadeia humana, cada um passando ao companheiro do lado o conteúdo inteirinho da livraria! Xavier Vidal reconhece que tem clientes excepcionais, uma vez que até crianças acorreram a ajudar, sem medo do peso de alguns volumes; mas estes clientes consideram que Xavier merece isto e muito mais, porque soube fazer da sua pequena loja um espaço onde os leitores se sentem em casa. De tal forma o estabelecimento soube atrair os vizinhos desde que se instalou que, em pouco mais de dois anos, se tornou demasiado pequeno para tantos interessados e foi preciso avançar cem metros na rua para que ocupasse uma loja maior e pudesse servir melhor a clientela. Um dos transportadores disse à jornalista do El Periódico que não basta aos leitores queixarem-se de que as livrarias estão todas a fechar, é preciso pôr mãos à obra de todas as maneiras e feitios para evitar que isso aconteça. Bem, a imagem diz tudo.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
A poesia de José Carlos Ary dos Santos, hoje e sempre!
Hoje faz 32 anos que Ary dos Santos faleceu. Deixo-vos aqui um belíssimo poema de sua autoria e uma foto sua acompanhada de outro grande poeta e compositor - José Afonso.
Meu amor, meu amor Meu amor meu amor meu corpo em movimento minha voz à procura do seu próprio lamento. Meu limão de amargura meu punhal a escrever nós parámos o tempo não sabemos morrer e nascemos nascemos do nosso entristecer. Meu amor meu amor meu nó e sofrimento minha mó de ternura minha nau de tormento este mar não tem cura este céu não tem ar nós parámos o vento não sabemos nadar e morremos morremos devagar devagar.
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