quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

... o desafio de Leitura à Desgarrada

“Os interessantes” de Meg Wolitzer

Foi a minha última leitura de 2015 e apesar das suas 587 páginas, prende-nos fortemente do  princípio ao fim…

O livro relata a história de seis personagens (pessoas comuns) desde a adolescência (década de 70) até aos 50 (época actual) e da sua amizade.

É um livro sobre a vida, alternando entre vários períodos e a perspectiva dos diferentes personagens.
E podia ser a vida de qualquer um de nós – com ou sem talento(s) - começando na adolescência, tempo
de encantamento,
de sonho,
de descoberta,
de que tudo é possível,
de que podemos mudar algo,

continuando na vida adulta com
o crescer e o que isso tem de doloroso,
o gerir expectativas,

até aos 50… com
a nostalgia da adolescência,
as amizades que mantivemos e aquelas que ficaram pelo caminho,
o que pensámos fazer e não fizemos!

Em suma, é um livro sobre a vida, e como defende uma das personagens, “… ter projectos era o que mantinha uma pessoa no mundo, o que mantinha uma pessoa viva”.

Definitivamente, uma leitura a não perder!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Um Buraco na Estante: As Leituras e as Estações do Ano

Um Buraco na Estante: As Leituras e as Estações do Ano: Análise interessante:  Do blogue Pó dos livros… E vós? O que andais lendo neste Inverno?



Boa tarde,

Relendo "Contos" do amigo Eça (sempre actual) e lendo "Para onde vão os guarda-chuvas" de Afonso Cruz.

Um Bom Ano 2016 para todos.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2015










Natal

Outro natal,
Outra comprida noite
De consoada
Fria,
Vazia,
Bonita só de ser imaginada.
Que fique dela, ao menos,
Mais um poema breve
Recitado
Pela neve
Ao cair, ao de leve,
No telhado.

Miguel Torga

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Do Blogue: HORAS EXTRAORDINÁRIAS

 
Do Blogue: HORAS EXTRAORDINÁRIAS
 
 
publicado por Maria do Rosário Pedreira.
 
Sou pouco tecnológica e fico triste quando vejo dois namorados a jantarem juntos num restaurante sem trocarem palavra e sem conseguirem desviar os olhos dos respectivos telemóveis. Tiram fotografias ao que comem, que logo põem no Facebook, e escrevem SMS a amigos entre garfadas. Quando marcam um encontro, o primeiro a chegar raramente consegue esperar uns minutinhos sem enviar ao outro uma mensagem a avisar que já lá está, se é que não faz imediatamente um telefonema, como se não conseguisse aguentar ficar sozinho aquele lapso de tempo (mas, quando o outro chega, mal lhe fala). Desde que os aparelhos se tornaram não só úteis nos momentos certos, mas imprescindíveis a toda a hora, as pessoas deixaram-se escravizar por eles. Mas há quem pense que essa dependência é nociva e tenha arranjado uma alternativa. Numa estação em Grenoble, para os que ficam à espera há máquinas que imprimem pequenos contos para quem se quiser entreter até vir o seu comboio. O passageiro pode, inclusivamente, escolher entre histórias de um, três ou cinco minutos – e o conto é «dispensado» pela máquina em papel de recibo, próprio para ser deitado fora depois de terminada a leitura. Uma ideia que era bom que pegasse em mais sítios, aumentando a instrução das pessoas e distraindo-as por uns instantes dos malfadados telemóveis.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Ainda, o desafio de Literatura à Desgarrada



Desde 2011 que “enamorava” este livro, Os enamoramentos de Javier Marias, só agora o consegui ler.
Um dos livros mais bonitos que li nos últimos tempos, não tanto pela história que conta, mas pelo modo como a Javier Marias a conta.
Maria é uma mulher independente, vive sozinha, trabalha numa editora e começa a dar-se conta todos os dias no café onde vai tomar o pequeno-almoço de um casal, um homem e uma mulher, a quem rapidamente põe a alcunha de “casal perfeito”, “era como se houvessem adquirido o costume de respirar juntos um pouco”.

Pouco tempo depois, sem razão aparente, o homem é morto por um arrumador de automóveis com três facadas. Este violento episódio e as motivações por detrás do crime, se é que houve algum motivo, podiam fazer deste livro um policial centrado na resolução desse enigma, mas este livro é muito mais do que isso. É uma reflexão sobre o espaço que os mortos ocupam entre nós, os vivos, uma reflexão sobre a dor extrema e uma reflexão sobre o que há de único e incompreensível nos enamoramentos.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Exposição "Urbano Tavares Rodrigues: Um percurso de liberdade"

"Urbano Tavares Rodrigues: um percurso de liberdade" é o título da exposição que está patente ao público no átrio da Biblioteca até 30 de janeiro de 2016, onde se pretende dar a conhecer UTR - a sua vida e a sua obra literária. É uma exposição na primeira pessoa - é Urbano que fala de si (em entrevistas dadas a diversos jornalistas), do seu percurso de vida enquanto homem livre, professor, jornalista, militante comunista e escritor.

Venha à tertúlia e aproveite para visitar a exposição!