quinta-feira, 1 de outubro de 2015
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
sábado, 19 de setembro de 2015
De volta a "O Retorno"...
O romance de Dulce Maria Cardoso sobre a chegada dos retornados a Portugal não pára de ser reeditado.
(artigo de 17-09-2015 no Jornal Público)
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Um Buraco na Estante: Dia dos Sabores e Saberes na BMJS - 5 setembro
Um Buraco na Estante: Dia dos Sabores e Saberes na BMJS - 5 setembro
Estamos de parabéns tivemos casa cheia. E as nossas convidadas parece que também gostaram.
Espreitem AQUI .
Estamos de parabéns tivemos casa cheia. E as nossas convidadas parece que também gostaram.
Espreitem AQUI .
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Dia dos Sabores e Saberes na BMJS - 5 setembro
Esta iniciativa, que contempla diversas atividades para toda a família, enquadra-se na mostra documental Entre tachos e livros, há sabores e saberes, que está patente no mesmo espaço municipal.
Aceite as sugestões literárias e gastronómicas desta mostra, que pretende ser um apelo aos sentidos. Deleite-se com as palavras, sinta o prazer que estas lhe podem oferecer e venha à Biblioteca dia 5 de setembro e… deguste, saboreie, devore e banqueteie-se com palavras e alimentos saudáveis.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
OS DIAS DE VERÃO
Cintilantes de areia e maré lisa
Os quartos apuram seu fresco de penumbra
Irmão do lírio e da concha é o nosso corpo
Tempo é de repouso e
festa
O instante é completo como um fruto
Irmão do universo é o nosso corpo
O destino torna-se próximo e legível
Enquanto no terraço fitamos o alto enigma familiar dos astros
Que em sua imóvel mobilidade nos conduzem
Como se em tudo aflorasse eternidade
Justa é a forma do nosso corpo
O instante é completo como um fruto
Irmão do universo é o nosso corpo
O destino torna-se próximo e legível
Enquanto no terraço fitamos o alto enigma familiar dos astros
Que em sua imóvel mobilidade nos conduzem
Como se em tudo aflorasse eternidade
Justa é a forma do nosso corpo
[Sophia de Mello Breyner Andresen
in Obra Poética, Volume III]
in Obra Poética, Volume III]
terça-feira, 30 de junho de 2015
"Cão Velho Entre Flores" num diálogo emprestado por Baptista-Bastos
Numa noite quente de verão chegámos ao final desta edição 2015 da comunidade de leitores da Biblioteca Municipal José Saramago, dedicada à literatura portuguesa contemporânea - "Este jeito de ser gente em Portugal".
Durante seis sessões reunimo-nos em serões bastante agradáveis. Falámos do 25 de Abril e "vivêmo-lo" na companhia de Lídia Jorge; falámos da descolonização e do retorno de muitos portugueses; falámos da emigração, no passado e no presente; do desemprego, também vivido pelo escritor Manuel Jorge Marmelo, como teve oportunidade de nos dizer pessoalmente; e de tantos outros assuntos que surgiram no decorrer das nossas conversas. Os olhares dos escritores foram muitas vezes os nossos.
Neste espaço de "tertúlia literária" rimos, descobrimos que há alguns assuntos que ainda nos emocionam, outros que sabe bem revivê-los. É disto que é feita a literatura, de palavras, palavras que na boca do poeta "São como um cristal/as palavras/Algumas, um punhal/um incêndio/Outras/orvalho apenas/Secretas vêm, cheias de memória/Inseguras navegam/barcos ou beijos (...) (Eugénio de Andrade).
Nesta sessão os leitores tiveram gosto em "trajar" de laço. Baptista-Bastos usa sempre laço e como disse em entrevista a Helena Silva, "paginei o "Diário Popular" e a gravata, naquela tipografia tradicional, ficava sempre cheia de tinta. Passei a usar laço". O ato impunha-se, afinal íamos estar em diálogo com "Cão Velho Entre Flores", obra publicada em 1974 e que aborda um tempo - o tempo da Segunda Guerra Mundial - em Lisboa.
O Grupo Dramático e Recreativo Corações de Vale Figueira brindou-nos com uma leitura livre da obra e o diálogo fez-se ameno e consciente do que nós, portugueses, já vivemos neste nosso jeito.
Nesta sessão os leitores tiveram gosto em "trajar" de laço. Baptista-Bastos usa sempre laço e como disse em entrevista a Helena Silva, "paginei o "Diário Popular" e a gravata, naquela tipografia tradicional, ficava sempre cheia de tinta. Passei a usar laço". O ato impunha-se, afinal íamos estar em diálogo com "Cão Velho Entre Flores", obra publicada em 1974 e que aborda um tempo - o tempo da Segunda Guerra Mundial - em Lisboa.
O Grupo Dramático e Recreativo Corações de Vale Figueira brindou-nos com uma leitura livre da obra e o diálogo fez-se ameno e consciente do que nós, portugueses, já vivemos neste nosso jeito.
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